quinta-feira, 29 de setembro de 2016

TST: nem todo acordo prevalece sobre a CLT. Decisão contraria presidente e STF (Fonte: RBA)

"São Paulo – Decisão do Pleno do Tribunal Superior do Trabalho (TST) contrariou o presidente do órgão, Ives Gandra Filho, voto vencido, e precedente do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre prevalência de acordos coletivos sobre a CLT. O caso se refere a ação movida por um trabalhador rural contra a Usina de Açúcar Santa Terezinha, de Maringá (PR), condenada a pagar adicional de hora extra e reflexos sobre verbas trabalhistas. A empresa havia recorrido, alegando que firmou acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Mariluz.

"Uma coisa é flexibilizar o cumprimento das leis trabalhistas e valorizar a negociação coletiva. Outra, muito diferente, é dar um sinal verde para a pura e simples redução de direitos, contrariando a natureza e os fundamentos do Direito do Trabalho", afirmou o ministro João Oreste Dalazen, ex-presidente do TST. O atual mandatário, Gandra Filho, considerava que o caso se encaixava em precedente do ministro Teori Zavascki, do STF, baseado em artigo da Constituição que admite flexibilização de salário e jornada. "Não está em jogo a saúde do trabalhador nem a indisponibilidade de direitos", declarou.

No julgamento, o TST reafirmou sua própria jurisprudência sobre a natureza salarial das chamadas horas in itinere (de deslocamento entre casa e trabalho). Assim, a maioria do Pleno negou recurso à empresa, que havia sido condenada a pagar o adicional. O Tribunal Regional (TRT) do Paraná havia entendido que a supressão de horas in itinere e direitos relacionados só poderia acontecer se houvesse alguma vantagem compensatória para os funcionários definida em acordo coletivo.

Em seu recurso, a Usina argumentou que houve um acerto entre as partes, "com chancela sindical", evocando incisos do artigo 7º da Constituição, sobre direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. A Segunda Turma do TST negou recurso à empresa, e o caso acabou no Pleno. O relator do processo, ministro Augusto César Leite de Carvalho, listou seis fundamentos para também negar recurso, dos quais dois prevaleceram: a autonomia sindical não é absoluta e os precedentes do STF não se aplicam ao caso em questão. A maioria dos magistrados entendeu que não houve contrapartida aos trabalhadores.

Em um dos precedentes, o Supremo admitiu quitação ampla a trabalhadores que aderiram a um plano de demissão voluntária no Banco do Estado de Santa Catarina. No outro, em decisão monocrática (individual), o ministro Teori Zavascki validou acordo coletivo que suprimiu  horas in itinere em uma usina de Pernambuco.

Assim, ficaram vencidos, além do presidente, os ministros Barros Levenhagen (outro ex-presidente do TST), Maria Cristina Peduzzi e Dora Maria da Costa. Defensor da flexibilização das leis trabalhistas, Gandra Filho também discordou do entendimento de que não houve contrapartida.

"Está em jogo a própria amplitude das negociações coletivas de trabalho no país diante dos direitos da Constituição e das leis", afirmou, em seu voto, o ministro José Roberto Freire Pimenta. "Em jogo, o princípio da prevalência do negociado sobre o legislado", acrescentou.

"Tivemos um julgamento histórico, fixando parâmetros que vão nos balizar no TST", declarou Gandra Filho. A Usina ainda pode recorrer ao STF..."

Fonte: RBA

Dilma ao GGN: privatização, apagão e Estado de exceção (Fonte: GGN)

"Das primeiras assinantes do jornal GGN, a ex-presidente Dilma Rousseff entra em contato para uma reclamação: a afirmação de que ela era impermeável aos movimentos sociais, embora tivesse implementado várias políticas sociais relevantes.

Dilma apresentou um conjunto de exemplos para retificar essa visão. Aproveitei o contato para uma entrevista maior, onde ela abordou temas relevantes. Previu os problemas que poderão ocorrer no setor elétrico, com a privatização de ativos da Petrobras fundamentais para a manutenção do equilíbrio energético. E manifestou sua preocupação com a caminhada acelerada para o estado de exceção.

Sobre os movimentos sociais

Não é verdade que os movimentos sociais deixaram de participar da formulação de políticas  públicas. Quando houve a tentativa de criminalização de repasse de dinheiro para ONGs, fizemos legislação formalizando. Diziam que queríamos substituir o parlamento pelos movimentos sociais.

No Minhas Casa Minha Vida 2 houve a participação direta dos movimentos populares. O 1 foi feito fundamentalmente com empresas. No 2 houve participação de vários movimentos sociais, como o MTST (Movimentos dos Trabalhadores Sem Teto), com a União Nacional dos Movimentos de Moradia, com a Confederação Nacional de Moradores. Conseguimos fazer 200 mil residências com os movimentos. Na inauguração do Itaquerão, o Guilherme Boulos (do MTST) me pegou pedindo verticalização dos projetos, proposta interessantíssima para São Paulo. Como há despesas de condomínio e IPTU, ele propõe que se deixasse o térreo para lojas comerciais, para abater as despesas.

O MCMV passou por muitas evoluções. No começo a área social não tinha cobertura cerâmica. Entrou na fase 2.

Essa mesma participação ocorreu no Plano Safra de Agricultura Familiar. No início, havia a participação da Contag. Depois, houve o movimento do Grito da Terra, que apresentou um caderno de reivindicações. Queriam mais dinheiro para custeio, para investimento, programas específicos de educação no campo, incentivo para agroindústria. Às vezes havia de 30 a 40 reivindicações. 

Elas passavam pela Secretaria Geral, que foi dirigida pelo Gilberto Carvalho e, depois, pelo Rossetto, que tinham por obrigação a interlocuação com os movimentos sociais. Eles distribuíam a pauta para todos os ministérios. Depois, o MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrícola) e a Secretaria avaliavam as propostas mais relevantes e viáveis.

Tudo isso era casado com o Abril Vermelho e com a Marcha das Margaridas. As mulheres agricultoras estavam muito interessadas na questão da agroecologia e da agroindústria. É que elas faziam a salsicha, o salaminho, os derivados de leite, as geléias..."

Íntegra: GGN

Fenaban mantém proposta abaixo da inflação, e bancários seguem em greve (Fonte: RBA)

"São Paulo – Depois de dois dias de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) novamente frustrou os bancários. O acordo de dois anos proposto ontem (28) mantém os 7% de reajuste salarial e abono de R$ 3.500 neste ano, e reposição da inflação, mais 0,5% de aumento real em 2017. O Comando Nacional dos Bancários rejeitou a proposta na própria mesa de negociação, por considerá-la insuficiente, com perdas para os trabalhadores, e orienta que os sindicatos realizem assembleias em suas bases, na próxima segunda-feira (3). Em São Paulo, a assembleia está marcada para as 17h.

O Comando Nacional  reiterou que continua à disposição da Fenaban para ter uma proposta que permita resolver a campanha sem perdas para a categoria.  "Os bancos perderam uma excelente oportunidade de resolver a greve mantendo a proposta que provoca perdas nos nossos salários. Fica cada vez mais evidente que é uma decisão tomada fora da nossa mesa de negociação e que dialoga com a intenção de promover uma redução dos salários para atender ao ajuste fiscal que está sendo imposto por este governo", afirmou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, um dos coordenadores do Comando.

"Desde o início da nossa campanha, dissemos que o setor financeiro teve lucros fabulosos e que poderia atender, confortavelmente, às nossas reivindicações. Só um acordo estranho às nossas relações de trabalho poderia explicar esta tentativa de reduzir salários", ressalta o dirigente. "Quando os bancos propuseram um acordo de dois anos, deixamos claro que não poderia trazer perdas e que ainda precisaria contemplar emprego, saúde, vales, creche, piso, igualdade de oportunidades, segurança. Nada disso veio hoje."

A greve dos bancários chega hoje ao 24º dia com 13.254 agências e 28 centros administrativos com atividades paralisadas, o que representa 57% das locais de trabalho em todo o Brasil. "Em sintonia com a política do governo, os banqueiros querem reduzir o custo do trabalho. A greve continua e estamos à disposição para nova negociação com a Fenaban", disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, Juvandia Moreira,  vice da Contraf e também coordenadora do Comando.

Altos lucros
"Os lucros dos bancos permanecem nas alturas, enquanto muitos setores registram perdas", afirma a Contraf-CUT. Os cinco maiores bancos brasileiros (Bradesco, Itaú Unibanco, Santander, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal) apresentaram, no primeiro semestre, lucro líquido de R$ 29,7 bilhões. A população também sente no bolso: pesquisa divulgada nesta quarta-feira (28) pelo Banco Central revela que a taxa de juros do cheque especial bateu novo recorde de julho para agosto, e chegou a 321,1% ao ano.


Em agosto, na comparação com o mês anterior, houve alta de 3,5 pontos percentuais nos juros do cartão de crédito, com taxa em 475,2% ao ano. Neste ano, a alta já é de 43,8 pontos percentuais.

A data-base dos bancários é 1º de setembro. A categoria entregou pauta com as reivindicações em 9 de agosto, e após cinco rodadas de negociação com a Fenaban não houve acordo. No dia 30, os bancos apresentaram proposta com reajuste de 6,5% com R$ 3.000 de abono. A categoria, após assembleias realizadas em todo o país no dia 1º de setembro, rejeitou proposta e a greve teve início no dia 6.

A segunda proposta foi feita no dia 9, com reajuste de 7% (com 2,39% de perda salarial) e abono de R$ 3.300, rejeitada na mesa de negociação. Na terça-feira (27), houve proposta da Fenaban para novo modelo de acordo para a categoria, com validade de dois anos.  Ontem, nova proposta de 7% e abono de R$ 3.500, com aumento real de 0,5% para 2017..."

Fonte: RBA

Em nota, MST repudia programa de assentamentos do Distrito Federal (Fonte: RBA)

"Brasil de Fato – O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) repudiou, em nota divulgada ontem (28), a promulgação de um decreto do governo do Distrito Federal que regulamenta a inscrição em sistema on-line, chamado Programa de Assentamento de Trabalhadores Rurais (Prat), para definir as políticas agrárias no estado.

O Prat é fruto de uma Lei Federal aprovada em 1997, durante o governo Fernando Henrique Cardoso que, na prática, individualiza o processo de reforma agrária, deixando a critério de uma lista, sob o controle do governo local, a aplicação das regras de distribuição de lotes rurais.

Segundo o MST, "o decreto foi implementado de forma autoritária, sem discussão com os movimentos sociais e sindicais do campo, numa conjuntura ofuscada por denúncias de escândalo envolvendo parlamentares da Câmara Legislativa do DF e figuras políticas de expressão nacional".

Ainda de acordo com o movimento, o decreto "despolitiza a organização social e transfere para um procedimento burocrático dinâmicas que devem ser mediadas pelo diálogo do Estado com as forças populares legítimas, conforme garantias do Estado", afirma..."

Fonte: RBA

Psol entra no STF com ação contra MP da reforma do ensino médio (Fonte: RBA)

"São Paulo – O Psol protocolou ontem (28) no Supremo Tribunal Federal (STF) com ação direta de inconstitucionalidade que pede a suspensão imediata da Medida Provisória (MP) 746, editada na semana passada pelo governo Temer, que altera a grade curricular do ensino médio nas escolas do país, o que inclui a retirada a obrigatoriedade de disciplinas como artes, sociologia e educação física, dentre outras medidas polêmicas, que foram instituídas sem diálogo com os interessados e com a sociedade.

A edição de uma MP se baseia na urgência e relevância de determinado tema. No caso da reforma do ensino médio visada pelo governo Temer, o partido considera a relevância, mas afirma que a urgência atropela o debate necessário, que deveria ouvir entidades de professores e estudantes, antes do encaminhamento da medida.

"Dispor por medida provisória sobre tema tão complexo, que claramente não reclama urgência, é temerário e pouco democrático, por impor prazo extremamente exíguo para debate que já está ocorrendo nos meios educacionais e, sobretudo, no Congresso Nacional. O abuso na edição de medidas provisórias, especialmente quando ausente o pressuposto constitucional da urgência, usurpa a competência do Poder Legislativo para produzir normas gerais e abstratas", diz um trecho da ação.

O partido também questiona a retirada da obrigatoriedade de licenciatura para professores, substituindo pelo critério de "notório saber", o que prejudicaria a qualidade do ensino, além de desobrigar o Estado de também zelar pela formação dos professores.

A ação questiona ainda a retirada da obrigatoriedade de matérias como sociologia, filosofia, artes e educação física. "A mudança despreza por completo as percepções do Conselho Nacional de Educação, que, reunindo os mais diversos setores em plenárias com ampla participação popular, chegou a uma conclusão distinta da proposta pela MP. O novo artigo 36 da LDB constitui blocos distintos de ensino, ao invés de trabalhá-los de modo integrado, como tem exigido, cada vez mais, a interdisciplinaridade dos conhecimentos. Numa era de cada vez maior integração entre os saberes, a MP ora questionada anda em via oposta."

O Psol afirma que a MP da reforma é excludente e acarreta o empobrecimento da aprendizagem "reduzindo o conhecimento comum e restringindo o acesso à informação em toda sua riqueza". O partido contesta inclusive a obrigatoriedade do ensino integral que prejudicaria os alunos que estão no mercado de trabalho. O ministro Edson Fachin será o relator do processo no STF..."

Fonte: RBA

Metalúrgicos protestam contra reformas propostas por Temer (Fonte: RBA)

"São Paulo – Metalúrgicos de São Paulo fazem manifestação contra as propostas de reformas sugeridas pelo governo federal e em defesa de direitos. O protesto começou às 9h, na Praça Lorenzetti, na Mooca, zona leste, e seguiu em passeata pelas avenidas do Estado e Presidente Wilson.

O ato faz parte do Dia Nacional de Luta e Paralisações em Defesa dos Direitos. Segundo Miguel Torres, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes, a categoria quer extinguir os projetos contrários aos interesses dos trabalhadores.

“Somos contra as reformas, os balões de ensaio do governo, da Previdência Social, da CLT, desvincular o reajuste dos benefícios do salário mínimo. Tudo que vier para tirar ou diminuir direitos dos trabalhadores, nós seremos contra”, disse Miguel.

Em outros pontos da cidade, os metalúrgicos também protestam. Na região do Belém, na zona leste, cerca de 2 mil pessoas participam da manifestação, de acordo com a organização. Na zona sul, próximo à Ponte do Socorro, está concentrado outro grupo de manifestantes. Estão programados ainda protestos na Avenida Jacú Pêssego, na zona leste, e em Mogi das Cruzes.

O presidente do sindicato explica que os atos de hoje são uma preparação para a mobilização maior que virá caso o governo efetivamente envie os projetos de reforma ao Congresso. “Se não enfrentarmos esses balões de ensaio que estão chegando, vão virar proposta mesmo. Então, a ideia é se preparar, a gente já está mobilizado. Se não tiver jeito, terá uma greve geral neste país”, declarou..."

Fonte: RBA

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Relatório da ONU mostra tendência de ‘financeirização’ de empresas brasileiras (Fonte: ONU)

"Relatório divulgado esta semana (21) pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) mostrou que a “financeirização” da economia — quando as empresas não bancárias preferem investir o lucro em operações financeiras em vez de equipamentos, pesquisa e desenvolvimento — também é uma tendência no Brasil e outros países emergentes, não apenas nos desenvolvidos.

O documento mostrou que a taxa de investimento em relação ao lucro das empresas brasileiras era de 178,2% de 1995 a 2002, caindo para 79,8% entre 2009 e 2014. Paralelamente, o percentual de ativos financeiros dessas empresas em relação ao total de ativos subiu de 7,1% para 11,4% no mesmo período. A mesma tendência foi observada em países em desenvolvimento como Rússia, África do Sul e Índia.

“O relatório mostrou que a conexão entre lucro e investimentos se enfraqueceu”, explicou Antônio Carlos Macedo e Silva, professor do Instituto de Economia da UNICAMP e oficial de assuntos econômicos da UNCTAD. “Embora o lucro tenha aumentado (…) não necessariamente houve aumento do investimento (produtivo). O relatório levanta a possibilidade de o fenômeno da ‘financeirização’ estar se estendendo para países em desenvolvimento”..."

Íntegra: ONU

terça-feira, 27 de setembro de 2016

Eike quis entregar repasses ao PSDB e a reação da Lava Jato foi devolver a lista (Fonte: Jornal GGN)

"Imagine a seguinte cena: um grande empresário brasileiro lê nos jornais que a Lava Jato chegou ao casal de marqueteiros que fez as campanhas de Dilma Rousseff em 2010 e 2014 e decide, espontaneamente, procurar a força-tarefa para explicar por que fez um repasse à dupla, em conta no exterior, no valor de R$ 5 milhões.

Para mostrar boa-fé, o magnata aproveita a oportunidade para entregar à Lava Jato uma lista de doações que ele fez de maneira "oficial" ou "privada" - sugerindo uso de caixa dois com direito a formulação de contratos de prestação de serviços.

Essas doações, segundo ele, foram feitas "republicanamente", com valores iguais a vários partidos e candidatos que o empresário sequer chegou a conhecer, como é o caso do senador Cristovam Buarque (PPS). E diz a frase mágica: se teve repasse de R$ 1 milhão ao PT, teve também ao PSDB. 

Qual a reação dos procuradores? Descartar a informação porque extrapola o campo de combate contra as gestões petistas e devolver a lista? Pois foi o que aconteceu no caso Eike Batista e Guido Mantega.

Em operação casada, a Lava Jato prendeu e soltou o ex-ministro da Fazenda nesta quinta (22), enquanto o Estadão, simultaneamente, publicou os vídeos da delação de Eike gravados pela própria força-tarefa..."

Íntegra: Jornal GGN

Mídia oculta a maior greve da história de luta dos bancários (Fonte: RBA)

"Blog do Miro – Nesta terça-feira (20), os bancários completaram 15 dias de paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhares do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), esta já é a maior greve da história da categoria em termos de abrangência. Balanço parcial indica que 13.071 agências estão fechadas – o que representa 56% do total de estabelecimentos em todo o país. Apesar desta prova de unidade e combatividade, a mídia rentista – que lucra fortunas com os anúncios publicitários dos bancos – evita dar maior destaque à mobilização. O registro é meramente formal, sem manchetes ou matérias mais aprofundadas. Alguns "calunistas", como Carlos Alberto Sardenberg, da TV Globo, até preferem afirmar que "a greve é política".

A força da greve decorre da intransigência e da arrogância dos banqueiros. Em oito rodadas de negociação, a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) não apresentou qualquer avanço na sua contraproposta de acordo coletivo. Ela ofereceu um mísero reajuste salarial de 7% – 2,39% abaixo da inflação oficial – e não deu garantias da manutenção do emprego. Os abutres financeiros alegam que o Brasil está em crise e que não há margem para aumento real de salário. O cinismo é descarado. Somente no primeiro semestre deste ano, o lucro dos cinco maiores bancos do país (Itaú, Bradesco, Banco do Brasil, Santander e Caixa) chegou a R$ 29,7 bilhões. No mesmo período houve corte de 13.600 postos de trabalho.

"O aumento da folha de pagamento seria uma parte muito pequena em relação ao lucro dos banqueiros que dizem ter responsabilidade social. Isso num ano em que ainda tem o segundo semestre para arrecadar", afirma Roberto Osten, o Betão, presidente da Contraf-CUT. Para o sindicalista, a oligarquia financeira – que apoiou o "golpe dos corruptos" e aposta suas fichas na retirada de direitos trabalhistas pelo usurpador Michel Temer – está testando a força dos bancários. Ela pretende derrotar a greve para que sirva de exemplo para outras categorias de trabalhadores. O jogo é pesado. Betão cita o caso da retirada das faixas e cartazes da paralisação nas agências, numa tentativa de invisibilizar o movimento.

"Os banqueiros pretendiam fazer com que a população acreditasse que a nossa greve fracassou. Somado a isso, eles pressionam e constrangem para que alguns trabalhadores furem a greve. Os bancários e bancárias continuaram firmes e cada vez mais indignados com o desrespeito e com a truculência destas ações antissindicais dos bancos", afirma. Ele também crítica a postura da mídia patronal. "Alguns veículos de comunicação financiados pelos bancos têm dito que a nossa greve é político-partidária. A população não é boba e sabe que há mais de 30 anos nós fazemos campanha na mesma época. Quem diz que a greve é partidária, ou tem desconhecimento da história ou tem intenção de nos desmobilizar."..."

Fonte: RBA

Planalto vai restringir circulação de jornalistas a partir desta terça-feira (Fonte: Estadão)

"BRASÍLIA - A partir de terça-feira, 27, os jornalistas terão a circulação limitada dentro do Palácio do Planalto. Para circular no quarto andar, os profissionais de comunicação terão que ser acompanhados por funcionários da Secretaria de Comunicação. Até hoje, a limitação restringia-se apenas ao terceiro andar, onde fica o presidente da República. No quarto andar ficam os gabinetes dos ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).

De acordo com uma fonte, a proibição já estava sendo estudada, mas foi acelerada por conta de agendas importantes – como debates em torno da Reforma da Previdência – que os ministros terão pela frente. As reuniões acontecem no quarto andar e jornalistas abordam os participantes na saída. A ideia do governo ao afastar a imprensa é evitar a pressão de jornalistas sobre os ministros, o que estaria provocando a “antecipação de informações”.

No início da gestão do presidente Michel Temer a postura foi justamente a oposta e os profissionais de imprensa puderam por alguns dias circular inclusive no terceiro andar.  Depois da restrição de acesso ao andar em que fica o gabinete presidencial, agora a proibição foi será estendida..."

Íntegra: Estadão

Empate com Marta no Ibope abre chance de “voto útil” para Haddad (Fonte: Estadão)

"O “voto útil” dos ex-petistas com que Marta Suplicy (PMDB) contava para ajudá-la a ir ao segundo turno em São Paulo agora pode ser contra ela. O empate técnico com Fernando Haddad (PT) abriu uma nova possibilidade para o eleitorado que não quer um segundo turno entre João Doria (PSDB) e Celso Russomanno (PRB). O petista passou a ter chances teóricas de enfrentar o tucano, desde que Russomanno continue caindo nos próximos dias.

Se ficar caracterizado que Haddad tem mais chances de ir ao turno final contra Doria, o atual prefeito poderia roubar até 4 pontos de Marta. Se, ao contrário, as pesquisas indicarem que a candidata do PMDB tem mais chances, Marta poderia roubar até 6 pontos de Haddad. Para fazer essa conta basta cruzar a quantidade de eleitores que declaram intenção de voto em Marta ou Haddad e que não votariam em Russomanno de jeito nenhum.

Alguns dos eleitores de Marta podem acabar ajudando Haddad involuntariamente, porém. Faltando seis dias para irem à urna, apenas 28% dos eleitores da peemedebista sabem que seu número é o “15”, e 6% ainda acham que é o “13”. Russomanno tem o mesmo problema: só 30% sabem que seu número é o “10”. Embora o conhecimento do número deva aumentar bastante até domingo, Haddad sai de um patamar de conhecimento mais alto: 58% sabem que ele é o “13”. Assim como 63% sabem que Doria é “45”..."

Íntegra: Estadão

PATRUS: BRASIL TEM MINISTRO DA JUSTIÇA FORA DA LEI (Fonte: Brasil 247)

"O deputado e ex-ministro do Desenvolvimento Agrário Patrus Ananias (PT-MG) constata que o Brasil tem um ministro da Justiça fora da lei. Em nota sobre o episódio do vazamento por Moraes da 35ª fase da Lava Jato, que prendeu Antonio Palocci, Patrus, que é advogado, diz "não há a menor sombra de dúvida" de que Moraes violou a lei e "abusou do poder político".

"A ditadura em marcha passou a exibir um elemento novo, tenebroso e escandaloso: o atual ministro da Justiça, já reconhecido protagonista de inúmeros atos antidemocráticos, travestiu-se agora, fora da lei, em arauto de operações policiais, em pregoeiro de ações de polícia a serviço de interesses eleitorais", escreve Patrus.

Ele acrescenta que não somente o ministro da Justiça "cometeu o crime de violação de sigilo funcional", mas também "abusou do poder político ao se valer da condição de Ministro de Estado da Justiça e, portanto, de superior hierárquico da Polícia Federal, para influenciar eleitores"..."

Íntegra: Brasil 247

Urge demitir o ministro da Justiça (Fonte: Blog do Juca)

"Na prisão de Antônio Palocci há duas surpresas: ter demorado tanto e a atuação do ministro da Justiça Alexandre de Moraes.

Ele a antecipou em Ribeirão Preto, cidade do detido, num comício eleitoral ao lado do candidato de seu partido, o PSDB, que perde nas pesquisas para o candidato do PDT. 

Que o ministro da Justiça seja informado de ações espetaculares é normal, mas que as antecipe é um absurdo.

Agora o ministro, que já advogou para o PCC e para Eduardo Cunha, o que talvez explique por que o deputado cassado ainda está solto, quer nos convencer que foi só força de expressão e coincidência.

Além do mais nos trata como imbecis.

Convenhamos que diante de tal ministro da Justiça, discutir arbitragem de futebol no Brasil passa a não ter nenhuma importância.

Terá Michel Temer a coragem de demiti-lo?..."

Fonte: Blog do Juca

Jornalista do Estadão e ministro da Justiça já sabiam da prisão de Palocci (Fonte: Debate Progressista)

"“A presidente Dilma Rousseff sofreu impeachment, o ex-presidente Lula acaba de virar réu pela segunda vez, o cérebro político petista José Dirceu foi duplamente condenado, o eterno assessor econômico Guido Mantega está enrolado na Zelotes e foi preso (depois solto) ontem na Lava Jato. Ficou faltando alguém? Sim, falta Antônio Palocci.”

Ambos são conhecidos por terem relações com tucanos. Morais foi secretário de Geraldo Alckmin e Eliane é/foi casada com Gilnei Rampazzo, ex-marqueteiro do PSDB, e que participou da campanha de José Serra à presidência em 2010. Cantanhêde cobriu o tucano durante toda a eleição.

Em tempo: Alexandre Morais foi advogado de Eduardo Cunha, que – assim como a esposa – continuam “intocáveis” no âmbito da Lava Jato.

Adriana Justi no G1 – O ex-ministro Antonio Palocci foi preso na 35ª fase da Operação Lava Jato, que foi deflagrada pela Polícia Federal (PF), na manhã desta segunda-feira (26), em São Paulo. Ao todo, foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva, que é quando a pessoa é levada para prestar depoimento, em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal..."

Prisão de Palocci e afirmação de Moraes politizam o jogo (Fonte: Os Divergentes)

"Dez entre dez jornalistas que cobrem a Lava Jato já sabiam há meses que em algum momento o ex-ministro Antônio Palocci seria preso. Em off, seu nome foi mencionado centenas de vezes pelas fontes ligadas à investigação. Mas vai ficar difícil para o governo explicar a afirmação do ministro tucano da Justiça, Alexandre Moraes, que neste domingo disse a integrantes do Movimento Brasil Livre que “esta semana tem mais”. Só que o Estadão estava perto e ouviu.

O que mais tem é, antes de tudo, declarações no estilo Tabajara como a de Moraes. A seis dias da eleição municipal, e na sequência de uma série de tiros da força tarefa contra o PT – a denúncia de Lula e a quase prisão de Guido Mantega -, vai ficar difícil evitar a politização do assunto. Deram bons argumentos ao PT e seus aliados.

A prisão de Palocci, com tudo o mais que aconteceu nos últimos dias, é péssima para o PT. Espera-se um fracasso retumbante nas urnas..."

Íntegra: Os Divergentes